domingo, 4 de setembro de 2011

PRIMEIRA FASE DO MODERNISMO – (1922-1930)


Abaporu
  
Após a Semana da Arte Moderna, o Modernismo passa a viver sua “fase heróica”, isto é, a fase de divulgação das idéias modernistas em todo país e de aprofundamento das questões estéticas lançadas pela Semana. Essa fase foi marcada essencialmente por duas tendências: destruição e construção.
Várias obras, grupos, movimentos, revistas e manifestos ganharam o cenário intelectual brasileiro, numa investigação profunda, e por vezes radical, de novos conteúdos e de novas formas de expressão. Os resultados deixados por esse período de pesquisas foram a implantação definitiva do movimento modernista e a maturidade e autonomia de nossa literatura.
Principais características:
·         Período rico em manifestos e revistas de vida efêmera;
·         Poesia nacionalista;
·         Busca do moderno, original e polêmico;
·         Volta às origens e valorização do índio verdadeiramente brasileiro;
·         Espírito irreverente, polêmico e destruidor, movimento contra;
·         Anarquismo e  luta contra o tradicionalismo;
·         Paródia e humor (tentativa de repensar a história e a literatura brasileira);
·         Liberdade de estética;
·         Valorização do cotidiano;
·         Uso de paródias;
·         Verso livre sem uso da métrica;
·          Linguagem coloquial (falada pelo povo nas ruas);
·         Predominância da poesia sobre a prosa;

Batizado de Macunaíma
Principais autores desta fase:
·         Mário de Andrade;
·         Oswald de Andrade;
·         Manuel Bandeira;
·         Antônio de Alcântara Machado;
·         Cassiano Ricardo.

 


Principais obras:
·         REVISTAS:
·         Klaxon;
·         Estética;
·         Festa;
·         Terra roxa e outras terras;
·         Verde;
·         Revista de Antropofagia;
·         A Revista.

·         MANIFESTOS:
·         Manifesto da Poesia Pau-Brasil;
·         Manifesto Antropófago;
·         Manifesto Regionalista de 1926;
·         Manifesto Verde-Amarelo e Anta.

·         OBRAS:
·         Mário de Andrade - (1893-1945):
·         Há uma gota de sangue em cada poema;
·         Paulicéia desvairada;
·         Losango cáqui;
·         Clã do jabuti;
·         Remate de males;
·         Lira paulistana (poesia);
·         Macunaíma (rapsódia);
·         Amar, verbo intransitivo (romance);
·         Belazarte;
·         Contos novos (contos);
·         A escrava que não é Isaura;
·         O empalhador de passarinho (ensaios).
·         Oswald de Andrade - (1890-1954):
·         Pau-Brasil;
·         Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade (poesia);
·         Serafim Ponte Grande;
·          Os condenados;
·         Memórias sentimentais de João Mira mar;
·         Marco zero (romance);
·         O homem e o cavalo;
·         A morta e o rei da vela (teatro).
·         Manuel Bandeira (1886-1968):
·         Cinza das horas;
·         Carnaval;
·         O ritmo dissoluto;
·         Libertinagem;
·         Lira dos cinqüenta anos;
·         Estrela da manhã;
·         Mafuá do malungo;
·         Opus 10;
·         Estrela da tarde;
·         Estrela da vida inteira (poesia);
·         Crônicas da província do Brasil;
·         Itinerário de Passárgada (prosa).
·         Alcântara Machado - (1901-1935):
·         Pathé Baby;
·         Brás, Bexiga e Barra Funda;
·         Laranja da China;
·         Mana Maria;
·         Cavaquinho e Saxofone (prosa).
·         Cassiano Ricardo - (1895-1974):
·         Dentro da Noite;
·          A frauta de Pã;
·         Martim-Cererê;
·         O sangue das horas;
·         Jeremias sem-Chorar (poesia).


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